sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Cardeal de SP fala sobre dinheiro recolhido pelas Igrejas no Brasil

Recentemente, apareceram na imprensa várias matérias e reflexões sobre o dinheiro recolhido pelas Igrejas no Brasil. São números que impressionam, se forem olhados sem o devido discernimento. Os valores globais divulgados e que teriam sido recolhidos “em nome de Igrejas” ao longo de um ano também incluem os da Igreja Católica; mas não aparecem discriminados e não se especificou o que se refere a cada grupo religioso em particular, o que leva a fazer juízos errôneos, sem as devidas distinções e considerações.

No caso da Igreja Católica, considerando o número de fiéis, a média da contribuição individual por fiel pode ser baixíssima. Há que se levar em conta que, no nosso caso, as contribuições são feitas “para a Igreja”, representada também civilmente por entidades e instituições que prestam contas à Receita Federal.

A pergunta que fica no ar é se isso acontece com todos os grupos religiosos, ou se as doações acabam beneficiando pessoalmente a quem as recolhe?

Há que se ver, ainda, a aplicação desses recursos e se perceberá qual é o volume de assistência e de benefícios sociais e culturais, e até mesmo de empregos gerados a partir das organizações religiosas. Ninguém imagina que na Igreja Católica, padres, bispos e organizações religiosas não pagam impostos, INSS, contas de água e luz. As isenções previstas em lei são apenas algumas, que não beneficiam pessoalmente as pessoas em serviço nas organizações religiosas, mas essas próprias organizações.

Dizer que as Igrejas recolhem mais de 20 bilhões de reais por ano no Brasil pode representar muito, aos olhos de alguns; mas isso pode representar muito pouco, se formos considerar as coisas mais no detalhe. Em tudo isso, é preciso colocar sempre um sensato e prudente “depende”. O que mais chamou a atenção foi a notícia sobre fortunas individuais e impérios políticos e econômicos organizados, até mesmo em pouco tempo, por líderes religiosos, que transformam a fé e os “serviços religiosos” em “produtos”, oferecendo-os ao público numa lógica capitalista de mercado.

Há, certamente, um problema no ar em relação ao campo religioso brasileiro; esse problema precisa ser enfrentado melhor pelas autoridades competentes. O que sempre foi mais colocado em evidência na opinião pública, até mesmo de maneira superdimensionada, foi a “perda de fiéis” por parte da Igreja Católica, talvez até com o desejo inconfessado de que isso continue a acontecer e que é um bem para o Brasil... A verdade é que essa mobilidade religiosa atinge todas as religiões tradicionais no Brasil e mesmo os grupos surgidos mais recentemente. O que não se aprofundou, a meu ver, foi a reflexão sobre os modos, as implicações e as consequências dessa “mobilidade religiosa”, que agora começam a aparecer.

O “Estado laico” não deve ser um álibi para deixar livre curso à exploração econômica, e em benefício privado, da credulidade e das necessidades religiosas e espirituais dos fiéis, valendo-se dos benefícios que o mesmo Estado reconhece às organizações religiosas. Alguma distorção grave está acontecendo no mundo religioso do Brasil, que terá consequências para a própria identidade cultural do Brasil no futuro próximo. Uma séria reflexão precisa ser feita.

Na Igreja Católica, as doações não são destinadas ao padre ou ao bispo, pessoalmente, mas à paróquia, à diocese, ou a outras instituições, organizações e obras sociais devidamente reconhecidas. Nossas paróquias e instituições religiosas não têm configuração empresarial, voltada para a produtividade e o ganho, mas têm fins religiosos, sociais e culturais, não pertencendo a ninguém em particular. As normas da nossa Igreja prescrevem rigor e transparência no controle e na aplicação dos recursos, bem como na prestação de contas.

Requerem ainda as normas da Igreja que haja Conselhos de Assuntos Econômicos em todas as paróquias e dioceses, com a participação de pessoas idôneas e competentes, para a boa administração dos recursos recolhidos. Todos esses recursos devem ser destinados ao cumprimento da missão da própria Igreja e, jamais, ao benefício pessoal de quem quer que esteja a serviço da Igreja, em qualquer nível, serviço e cargo.

Por delicado que seja, esse tema da exploração mercadológica da religiosidade e da religião carece de uma serena e profunda reflexão, para evitar o risco do descrédito da própria religião, de toda religião.


Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O que é a oração e por que Deus sempre a atende?

Para os cristãos e de acordo os escritos bíblicos do Novo Testamento, a oração é a força para a perseverança nos caminhos da fé (cf. At 1,14); ela abre as portas do céu para as graças de Deus (cf. Mc 11,24); liberta o homem do poder do mal (cf. Mc 9,29) e para quem crê na Bíblia, a oração pode fazer o impossível acontecer (cf. Mt 17,20).
Muitos santos da Igreja Católica definiram, a partir da sua experiência pessoal, o que vem a ser a oração. Segundo os escritos de Santa Teresinha do Menino Jesus, "a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria."

Alinhado aos ensinamentos da Igreja, padre Alírio José Pedrini, Dehoniano, autor de vários livros relacionados à oração, explica que a oração é o relacionamento de uma pessoa humana com o seu Deus. "Um relacionamento que vem do falar com Deus, adorar, louvar, glorificar, bendizer e exaltar a Deus. Ao mesmo tempo, consiste em ouvir a Deus, com o silêncio do coração, através da leitura da Sagrada Escritura. Toda essa comunicação é a oração", diz o padre.

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica (CIC), existem seis formas de oração baseadas nas Sagradas Escrituras: benção, adoração, súplica, intercessão, ação de graças e louvor. (cf. CIC 2626)

Segundo padre Alírio, cada formato de oração tem o seu valor porque brota do coração humano que vai conversar com o coração de Deus. Todavia, o sacerdote ressalta que a oração que primeiro deve sair dos lábios do homem é a oração de adoração a Deus.

"A adoração é sempre o primeiro impulso diante de Deus, de reconhecê-lo como Deus, proclamá-lo como Deus, de querê-lo como Deus verdadeiro. Crer que Ele é Uno, é Trino, é Pai, Filho e Espírito Santo e que Ele tem todas as qualidades e atributos divinos. Portanto, a oração que mais se adéqua diante de Deus é exatamente reconhecê-lo como Deus, e isto se chama adoração", reforçou.

Deus sempre ouve as nossas orações?

Jesus disse no Evangelho de São Mateus: "Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis" (Mt 21,22). No entanto, aos olhos humanos, essa passagem bíblica poderia ser tachada de inadequada, visto que nem tudo aquilo que se pede a Deus Ele concede. Verdade? Padre Alírio afirma que não. Segundo ele, Deus sempre diz Sim à oração do homem.

“Eu poderia dizer que, diante da oração, Deus sempre diz sim. Algumas vezes ele diz: sim, já! E a graça acontece logo. Outras vezes, Deus diz: sim, mas não agora! Eu vou lhe dar no tempo certo. Em outra oportunidade, Deus diz: Sim, mas não o que você pede! Vou lhe dar outra coisa melhor para você", explicou.

O sacerdote esclarece que a oração é sempre ouvida e atendida por Deus, mas é preciso ficar atento à sua eficácia. Padre Alírio afirma que não existe oração "fraca", a oração é "sempre poderosa porque ela significa relacionamento com Deus que é todo poderoso.”

No entanto, explica padre Alírio, a eficácia na oração depende do estado de espírito da pessoa que reza, da fé que ela tem no Deus verdadeiro e ao mesmo tempo a confiança na providência divina. "Às vezes, alguém pode colocar na oração determinados pedidos que não seria para o seu próprio bem, então, Deus atende aquilo que seja necessário para a pessoa."

As expressões de oração

O Catecismo Católico explica que a tradição cristã conservou três expressões principais da vida de oração: oração vocal, a meditação e a oração mental (cf. CIC 2699).

A oração que comumente se vê é a vocal. "É por palavras que a nossa oração cresce", diz o Catecismo. A meditação é, na explicação da doutrina católica, uma procura para compreender o porquê e o como da vida cristã. Já a oração mental, trata-se de uma relação de intimidade da pessoa com Deus. "Um comércio íntimo de amizade em que conversamos muitas vezes a sós com esse Deus por quem nos sabemos amados", traduziu Santa Teresa.

Padre Alírio reflete que com a agitação dos dias atuais, o tempo de recolhimento para estar com Deus corre o risco de ficar reduzido ou até mesmo esquecido. Para ele, separar um tempo para a oração não é questão de preferência. O sacerdote acredita que se uma pessoa tem uma profunda amizade com Deus, se percebe que esse Deus a ama profundamente e procura amá-Lo da mesma forma, com certeza irá encontrar um tempo para se comunicar com Ele, para ouvi-Lo e contemplá-Lo.

"É verdade que há muita agitação no mundo de hoje, a vida é muito corrida, mas sempre as pessoas encontram um tempo para aquilo pelo qual se interessam, sempre encontram um espaço de tempo para aquilo que buscam. Portanto, se a pessoa tem uma fé viva no Deus Verdadeiro, se tem um relacionamento bonito com Ele, se sente dependência de Deus em todas as coisas, ela vai encontrar, se não um longo tempo, mas algum tempo para então se comunicar com Deus", afirmou.


André Alves
Da Redação

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

CNBB discute tema da Campanha da Fraternidade 2015

A presidência da CNBB e os bispos que presidem as comissões pastorais que compõem o Conselho Episcopal Pastoral (Consep) deram início na manhã desta terça-feira ao debate sobre o tema da campanha da Fraternidade de 2015.

O processo de escolha dos temas das campanhas que a Igreja realiza durante o período da quaresma desde o início dos anos 60 segue roteiro que contempla fases de consulta às comunidades, estudos de especialistas e a definição dos bispos, que é uma das atribuições estatutárias do Consep.

O secretário executivo da Campanha da Fraternidade, Pe. Luiz Carlos Dias, fez uma exposição dos últimos passos realizados em vista da escolha de um tema que responda ao anseio das comunidades. Após a apresentação foi realizado um debate sobre temas que enfatizem a realidade e as urgências do momento histórico vivido pelo Brasil.

Entre as contribuições oferecidas aos bispos foram enfatizados dois temas: povos tradicionais e recepção renovada do Concílio Vaticano II por ocasião da celebração do cinquentenário de sua conclusão. Assessores da Comissão Episcopal para a Caridade, a Justiça e a Paz insistiram na urgência de colocar a situação dos povos tradicionais em todo o Brasil.

O Cardeal Dom Raymundo Damasceno lembrou da atualidade do tema do Concílio, uma vez que se conclui o tempo da celebração jubilar, tema também defendido pelo vice-presidente da CNBB, Dom José Belisário.

O tema deverá ser definido até o final da reunião, o que ocorrerá na quinta-feira.


Rádio Vaticano

domingo, 20 de janeiro de 2013

Reflexão 2º Domingo do Tempo Comum (20.01.2013)

Iniciamos o Tempo Comum e com ele vamos passar pela vida pública de Jesus seus ensinamentos, milagres. O que deixou o povo, de um lado feliz com a manifestação das graças de Deus e de outro com a “pulga atrás da orelha” dos grandes daquele tempo.
Na primeira leitura vemos o profeta proclamar tempos de esperança, de comunhão, um tempo esponsal onde Deus renovará todo o povo. Este texto de Isaías é chamado de Terceiro Isaías, foi escrito depois do Exílio da Babilônia, o segundo Isaías foi escrito durante o período da Babilônia e o primeiro antes do exílio. Aqui no Terceiro o profeta traz palavras de ânimo motivando o povo na reconstrução e na aliança com Deus que fará tudo novo “Assim como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposam; e como a noiva é a alegria do noivo, assim também tu és a alegria de teu Deus”. O Deus das promessas está alegre em ter trazido o povo de volta e fará um tempo novo para a alegria dos escolhidos.
Este tempo certamente foi coroado com a vinda do Filho de Deus nosso Salvador e Redentor, que no evangelho São João faz questão de marcar sua iniciativa de anúncio da novidade da Boa Nova com a festa das bodas de Caná. Importante refletirmos “o porquê” São João fez questão de colocar esta festa com tantos detalhes e só em seu evangelho aparece tal festa. Certamente é uma festa acompanhada de um milagre, mas por que Jesus vai fazer um milagre de transformar água em vinho sendo que o pessoal já estava cheio de vinho e a festa já estava em seu final: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!”. Sabemos que a Sagrada Escritura é a Palavra de Deus, é uma Carta de Deus, então mais que apresentar um milagre tem o objetivo de trazer uma mensagem do Pai, portanto temos que olhar com os olhos da fé imbuídos do mesmo Espírito que levou João a escrever – o Espírito Santo.
Vejamos é uma festa em que o vinho acaba e a Mãe de Jesus pede-lhe que faça alguma coisa, Jesus questiona, mas diante da atitude de sua Mãe manda encher as talhas de água e traz uma nova alegria aos convidados servindo um vinho inigualável.
Meditemos: A festa é a presença de Jesus no mundo onde o vinho apresentado pela Lei não está satisfazendo o povo e estão sem rumo e os mandantes da lei não estão sabendo o que fazer e o povo estão se servindo de algo que não satisfaz. Neste contexto a humanidade oprimida pelo vinho ruim apresenta uma representante que tem condições de levar ao Senhor da festa um pedido de súplica em favor da humanidade, afinal Ela é santa, sem pecado, e Cheia da Graça. Maria, nossa representante, chega ao Senhor e mostra a condição em que os homens se encontram: “Eles não tem mais vinho”. Na resposta de Jesus – “Minha hora ainda não chegou”. – Quer mostrar que sua ação é realizada a partir da humanidade que clama que seu amor chegue até os homens que pedem uma vida nova. Jesus toma a atitude, mas de não mexer no vinho já existente e nem de pegar novas uvas que também estão contaminadas pelo velho sistema dos Judeus, mas vai usar de algo limpo, puro e sem substância nenhuma, algo totalmente novo, a água que lava e purifica agora é à base de uma nova Lei – o Amor. E desta forma a festa continua, mas totalmente diferente, pois este vinho não embriaga e gera felicidade.
Aqui está resumida toda a missão de Jesus. Que veio trazer algo novo e que a partir de sua missão o mundo seria outro. É o marco de um novo tempo.
E esta novidade continua com a vinda do Espírito Santo que nos cumula de Dons e Carismas nos dando ainda mais “vinho novo” - “Todas estas coisas as realiza um e o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer”.
As bodas de Caná continua a se realizar hoje na Igreja, Jesus está sempre transformando água em vinho: Seja em nossa vida de pecado nos libertando, seja nos milagres realizados na Igreja, seja no impulso do Espírito Santo nos chamando à santidade, mas sempre buscando realizar em nós uma festa, nos tornando mais santos para que Ele seja tudo em nós.
Nesta nossa caminhada somos ornamentados com Dons e Carismas para saborearmos as coisas do Céu na intimidade com Deus – o Vinho Novo.
Somente quem bebeu sabe, espero que você saiba. Se não sabe busque, pois quem busca acha...

Antonio ComDeus

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Faça a vontade de Deus

A Palavra meditada, hoje, está em Mateus 24, 45-51

Mais uma vez, a providência se revela por meio da música cantada no início do programa: “Eu creio nas promessas de Deus”. A Palavra de hoje nos diz que há uma promessa de Deus para a nossa vida. Quando Ele diz que quer nos confiar todos os Seus bens, ensina-nos a ser fiéis e prudentes.

Mais do que ser fiel e prudente, nos foi dada a missão de ajudar pessoas, dando-lhes alimento na hora certa, como um pai que cuida de um filho, que não o alimenta o tempo todo, mas somente no momento necessário.

O Senhor está voltando! Quando voltar e encontrar aquele que foi confiado dando o alimento certo na hora certa para os seus, ficará feliz.

Você tem dado a Palavra certa na hora certa? Tem dado amor às pessoas na hora certa? Muitos se doam dentro da igreja, mas dentro de casa não exercem o ministério, não evangelizam. Utilizam a igreja como fuga, mas é preciso dar o alimento à aqueles que lhe foram confiados.

Muitas vezes, pregar é fechar a Bíblia e dar atenção àquele filho que fica o dia inteiro no vídeo-game.

Nesse ano de 2013, busque fazer a vontade d'Aquele que o enviou, cuidando das pessoas da sua casa, dando-lhes o alimento na hora certa. Hoje, Deus busca pessoas que falam o idioma certo, que usem a língua da prudência e da fidelidade.

Muitas vezes, esse coração obediente vai pedir para que você pare o que estiver fazendo para se atentar aos detalhes, para ir e cuidar dos seus. Otras vezes, você vai ouvir dos outros que você trocou Jesus para cuidar de alguém, mas você não fez isso, pois a evangelização começa em casa.

Você precisa pegar essa evangelização que faz em casa e levá-la para onde você for pregar, pois terá conteúdo para demonstrar a todos. Como a Palavra de ontem disse: “Palavras bonitas atraem, mas não seguram.”

“Muitos falam da vinda de Jesus, mas dizem que está tudo do mesmo jeito”. Estão errados, pois Jesus está voltando e essas pessoas terão de fazer a sua parte.
Quantas pessoas são espancadas por palavras duras enquanto precisavam ouvir palavras de amor de seus familiares?!

A Palavra de Deus, hoje, fala de um futuro melhor. E ela é para você que está com o coração apertado.

Jesus é tão bom, tão maravilhoso que se faz presença na Eucaristia em cada Missa. É no cotidiano da vida que vamos adquirindo a forma de Deus.

O Catecismo da Igreja diz que Jesus foi realizar os milagres somente no final de sua vida, pois boa parte dela Ele viveu como os homens e seguiu a submissão de José e Maria, seus pais aqui na Terra.

Muitos estão aqui, hoje, vivendo a Revolução Jesus para que possam viver a santidade no seu dia a dia. A Palavra de hoje é uma promessa de Deus para a nossa vida.

Alegra-te, pois Deus está visitando a sua casa e o seu coração nesta manhã!



Alexandre Oliveira
Membro da Comunidade Canção Nova

domingo, 13 de janeiro de 2013

Em quem esperar?

Aprendamos um segredo com o salmista e nunca mais nos esqueçamos dele: “Só em Deus repousa a minha alma, é d’Ele que me vem o que eu espero” (Sl 61,6).

Às vezes, ficamos magoados com as pessoas, deprimidos, decepcionados, amargurados, desanimados, porque esperamos delas o que só Deus pode nos dar. Por melhor que sejam elas, não têm a capacidade de saciar a sede do nosso coração e da nossa alma, porque:

“Só Jesus de Nazaré é capaz de satisfazer as aspirações mais profundas do coração humano” (João Paulo II).

É engano pensarmos que as pessoas são perfeitas, porque não são. Precisamos fazer o exercício de não esperarmos nada de ninguém, a não ser de Jesus. Será um duro exercício, porque, naturalmente, sempre esperamos por alguma retribuição ou iniciativa por parte daqueles com os quais convivemos.

Peçamos a Jesus a graça de termos um coração dependente unicamente d’Ele em todos os momentos.

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago