Conteúdo enviado pelo internauta Rodrigo Stankevicz
Amigo fiel é escudo, guardião de nossa alma.
O Autor Sagrado eleva o amigo a um nível altíssimo quando lhe atribui o epíteto de tesouro. A Palavra de Deus diz: “Amigo fiel é poderosa proteção; que o encontrou, encontrou um tesouro” (Eclo 6,14). Interessante que o termo “tesouro” deriva do latim thesaurus, que significa também “armazenamento” ou “repositório”. Assim sendo, amigo de verdade é aquele que serve de repositório, lugar onde armazenamos nossa confiança, nossos sentimentos e afetos, até mesmo nossa própria vida. Não à toa, a Bíblia assemelha a amizade a um tesouro, pois não é fácil encontrar uma riqueza; do mesmo modo, um amigo, embora, vivamos na era da comunicação.
Nunca na história se ouviu notícias de tantos relacionamentos oriundos dos meios de comunicação, proporcionados pela técnica atual. Novas amizades são feitas a todo instante no mundo inteiro através das redes sociais, chats e sites de relacionamento. Apesar disso, a solidão é crescente no meio urbano.
De um ponto de vista ocorreu uma evolução célere, neste sentido, com a globalização. Entretanto, os laços de amizades sofrem cada vez mais em qualidade. O Escritor Sagrado não nos fala desse tipo de amizade, todavia, não podemos descartá-la, pois já é uma realidade vivenciada pelas novas gerações e, talvez no amanhã, venha a ser uma regra.
Nossas amizades devem ser bem selecionadas. Bijuterias podem até enganar, mas um dia perdem seu brilho efêmero, diferente dos tesouros e das joias raras que nunca perdem sua beleza. Com efeito, os tesouros nos enriquecem, então, isso serve como um excelente termômetro para medir nossos relacionamentos. Será que essa amizade está nos enriquecendo, fazendo de nós pessoas melhores e enobrecendo nossa vida?
Caso o amigo seja fiel, entenderá o que, já na antiguidade clássica, Aristóteles dizia: “entre a amizade e a verdade, eu prefiro a verdade”. Intuímos, pois, que a verdade liberta, e o amigo sincero sabe disso. Ele fala coisas desagradáveis a nosso ver, em nossa frente, enquanto o inimigo fala-a por trás. Contudo, seu ombro será um refúgio, suas palavras acalento para alma e sua presença um bálsamo. Porém, quando oportuno, a correção virá, nos corrigirá baseado na confiança depositada em sua pessoa. Daí provém nossa proteção neste escudo protetor da amizade que vela por nossa alma.
Este guardião possui o dom de nos acolher da maneira que somos; ele não espera que sejamos perfeitos, mas tão somente amigo. Conhece nossas fraquezas e limitações, mesmo assim abriga-nos sem preconceitos, ou seja, com o amigo podemos pensar em voz alta e continuar a tê-lo. O tempo lapidará o ouro da amizade e somente ele poderá dizer se nossa amizade é um tesouro enriquecedor ou uma bijuteria ornada com aparência bela; porém, imbuída de uma falsidade que nos deixa vulneráveis.
Rodrigo Stankevicz
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Entrando pela porta da fé
No dia 17 de Outubro de 2011 o Santo Padre divulgou a Carta Apostólica “Porta Fidei” (Porta da Fé) na qual proclamou o Ano da Fé. Este terá início neste ano, no próximo dia 11, data de comemoração dos cinquenta anos da abertura do Concílio Vaticano II e de vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, e encerará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, em 24 de Novembro de 2013.

Mas qual a importância e o porque em celebrar-se o Ano da Fé?
Não é a primeira vez que a Igreja o celebra. O último foi em 1967, no pontificado de Paulo VI, motivado, já naquela época, em dar uma resposta de fé diante das inúmeras ideologias que buscavam desconsiderar Deus do pensamento coerente e racional.
Assim também, hoje, o Papa Bento XVI, afirma haver entre nós um “diversa mentalidade que, particularmente, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre a fé e ciência autêntica”.
Este novo Ano da Fé, tem igualmente o objetivo de impulsionar os cristãos a aprofundarem o conhecimento sobre a Igreja, dissipando assim, a nuvem negra dos erros de doutrina.O Sumo Pontífice refere-se ao Ano da Fé como, um “tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece” e “tempo de particular reflexão e redescoberta da fé”.
O documento – “Porta Fidei”, afirma ainda, que, para alcançarmos uma maior amplitude do dom da Fé, na sociedade e na pessoa em particular, cada um deve confessar e anunciar publicamente a própria fé. Devemos ter a responsabilidade social daquilo que acreditamos. Ou seja, é preciso declarar com a vida o Evangelho do Cristo, não ficarmos tímidos ou tomar partido da maioria, diante das questões contrárias a essência do ser humano e expressar com alegria nossa adesão a fé, pois somos detentores das palavras portadoras da verdade e da vida que Jesus nos deixou.
Várias vezes Bento XVI insistiu neste exemplo “através do testemunho prestado pela vida dos crentes, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com sua própria vida no mundo, a Palavra da verdade que o Senhor Jesus nos deixou”, “em nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção e esperança”.
Entretanto, para que o nosso testemunho esteja de acordo com a fé que professamos é preciso um empenho de nossa parte, particularmente nesse período, em conhecer e propagar aquilo que a Igreja colheu nestes dois mil anos de história, afinal, o mundo pede respostas cada vez mais racionais e acertadas. E além de podermos responder satisfatoriamente ao mundo, em recompensa a esse esforço e estudo estaremos aderindo a fé católica cada vez mais com inteligência e vontade.
Entre os principais meios, para se chegar a esse conhecimento da fé, o Papa cita os textos deixados em herança pelo Concílio Vaticano II, afirmando que: “é necessário fazê-los ler de forma que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificativos e normativos do Magistério.” Bento XVI fala fortemente sobre a importância do Concílio Vaticano II: “Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça que beneficiou a Igreja no século XX”.
Também o Pontífice destacou a importância do Catecismo da Igreja Católica, Bento XVI considera-o como “subsídio precioso e indispensável. na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Ali se apresenta não uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja”, afirmou o papa.
Enfim, devemos recorrer constantemente a esse documento, em nossas catequeses, em grupos de estudo e pastorais, como também na formação pessoal. Ainda, salienta o Papa que, sobretudo, o Ano da Fé é um “repassar a história da nossa fé” para “tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor”. Este, com certeza será uma período de celebrarmos a nossas certezas e princípios, firmar valores para descobrirmos cada vez mais a felicidade e a honra de estar na única e verdadeira Igreja de Cristo.
Entremos portanto, pela Porta da Fé.
Deus abençoe!
Mas qual a importância e o porque em celebrar-se o Ano da Fé?
Não é a primeira vez que a Igreja o celebra. O último foi em 1967, no pontificado de Paulo VI, motivado, já naquela época, em dar uma resposta de fé diante das inúmeras ideologias que buscavam desconsiderar Deus do pensamento coerente e racional.
Assim também, hoje, o Papa Bento XVI, afirma haver entre nós um “diversa mentalidade que, particularmente, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre a fé e ciência autêntica”.
Este novo Ano da Fé, tem igualmente o objetivo de impulsionar os cristãos a aprofundarem o conhecimento sobre a Igreja, dissipando assim, a nuvem negra dos erros de doutrina.O Sumo Pontífice refere-se ao Ano da Fé como, um “tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece” e “tempo de particular reflexão e redescoberta da fé”.
O documento – “Porta Fidei”, afirma ainda, que, para alcançarmos uma maior amplitude do dom da Fé, na sociedade e na pessoa em particular, cada um deve confessar e anunciar publicamente a própria fé. Devemos ter a responsabilidade social daquilo que acreditamos. Ou seja, é preciso declarar com a vida o Evangelho do Cristo, não ficarmos tímidos ou tomar partido da maioria, diante das questões contrárias a essência do ser humano e expressar com alegria nossa adesão a fé, pois somos detentores das palavras portadoras da verdade e da vida que Jesus nos deixou.
Várias vezes Bento XVI insistiu neste exemplo “através do testemunho prestado pela vida dos crentes, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com sua própria vida no mundo, a Palavra da verdade que o Senhor Jesus nos deixou”, “em nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção e esperança”.
Entretanto, para que o nosso testemunho esteja de acordo com a fé que professamos é preciso um empenho de nossa parte, particularmente nesse período, em conhecer e propagar aquilo que a Igreja colheu nestes dois mil anos de história, afinal, o mundo pede respostas cada vez mais racionais e acertadas. E além de podermos responder satisfatoriamente ao mundo, em recompensa a esse esforço e estudo estaremos aderindo a fé católica cada vez mais com inteligência e vontade.
Entre os principais meios, para se chegar a esse conhecimento da fé, o Papa cita os textos deixados em herança pelo Concílio Vaticano II, afirmando que: “é necessário fazê-los ler de forma que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificativos e normativos do Magistério.” Bento XVI fala fortemente sobre a importância do Concílio Vaticano II: “Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça que beneficiou a Igreja no século XX”.
Também o Pontífice destacou a importância do Catecismo da Igreja Católica, Bento XVI considera-o como “subsídio precioso e indispensável. na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Ali se apresenta não uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja”, afirmou o papa.
Enfim, devemos recorrer constantemente a esse documento, em nossas catequeses, em grupos de estudo e pastorais, como também na formação pessoal. Ainda, salienta o Papa que, sobretudo, o Ano da Fé é um “repassar a história da nossa fé” para “tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor”. Este, com certeza será uma período de celebrarmos a nossas certezas e princípios, firmar valores para descobrirmos cada vez mais a felicidade e a honra de estar na única e verdadeira Igreja de Cristo.
Entremos portanto, pela Porta da Fé.
Deus abençoe!
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Conferência no Vaticano abordará a Evangelização nos hospitais
Danusa Rego
Correspondente em Roma
O Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde promove de 15 a 17 de novembro, no Vaticano, sua XXIII Conferência Internacional. O tema deste encontro, "O Hospital, lugar da evangelização: missão humana e espiritual", foi escolhido pelo próprio Papa Bento XVI.
Na manhã desta terça-feira, 13, uma coletiva de imprensa mediada pelo porta voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, apresentou o evento. A coletiva contou com a presença de autoridades do departamento da Igreja responsável pelos agentes de saúde, em seus discursos um denominador comum: “O hospital é lugar privilegiado para a nova evangelização!”
A conferência apresentada reforçará aos especialistas e representantes das mais de 120 mil estruturas sanitárias católicas presentes em todo o mundo, a responsabilidade da Igreja para com o respeito à vida, à humanização dos cuidados médicos e à realidade dos cuidados paliativos.
O presidente do Hospital Pediátrico Bambino Gesù, de Roma, professor Giuseppe Profiti, também participou da coletiva. O professor destacou que a mensagem de Jesus, que pediu para que se cuidasse dos doentes, tem dois mil anos, mas, no entanto, é atual. Ele considerou que o hospital vai além do edifício, mas precisa ser casa, precisa de cuidado humano e assinalou ainda a existência de tantas doenças causadas por comportamentos e estilos de vida. Para ele, o hospital assume, assim, a responsabilidade de portar valores e princípios.
O evento acontece no contexto do Ano da Fé e do Sínodo dos Bispos, concluído no dia 28 de outubro.
"O doente deve redescobrir a fé neste momento muito delicado da sua vida. Tantas vezes os doentes que chegam nos hospitais estão distantes de Deus, da Igreja, de Cristo. O momento do sofrimento é um momento para repensar. Assim, os capelães, os médicos, os enfermeiros devem ajudar a abrir o coração dos doentes rumo ao céu! O Santo Padre, o Papa Bento XVI, no Dia Mundial dos Doentes, este ano, falou dos sacramentos como remédios para a cura, referindo-se à penitência, à unção dos enfermos e à Eucaristia celebrada nos hospitais quase todos os dias", afirma Dom Zygmunt Zimowski, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde.
Outro evento relacionado à medicina se aproxima em Roma. Trata-se do Congresso Internacional para médicos católicos que acontecerá de 15 a 18 de novembro.
Correspondente em Roma
O Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde promove de 15 a 17 de novembro, no Vaticano, sua XXIII Conferência Internacional. O tema deste encontro, "O Hospital, lugar da evangelização: missão humana e espiritual", foi escolhido pelo próprio Papa Bento XVI.
Na manhã desta terça-feira, 13, uma coletiva de imprensa mediada pelo porta voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, apresentou o evento. A coletiva contou com a presença de autoridades do departamento da Igreja responsável pelos agentes de saúde, em seus discursos um denominador comum: “O hospital é lugar privilegiado para a nova evangelização!”
A conferência apresentada reforçará aos especialistas e representantes das mais de 120 mil estruturas sanitárias católicas presentes em todo o mundo, a responsabilidade da Igreja para com o respeito à vida, à humanização dos cuidados médicos e à realidade dos cuidados paliativos.
O presidente do Hospital Pediátrico Bambino Gesù, de Roma, professor Giuseppe Profiti, também participou da coletiva. O professor destacou que a mensagem de Jesus, que pediu para que se cuidasse dos doentes, tem dois mil anos, mas, no entanto, é atual. Ele considerou que o hospital vai além do edifício, mas precisa ser casa, precisa de cuidado humano e assinalou ainda a existência de tantas doenças causadas por comportamentos e estilos de vida. Para ele, o hospital assume, assim, a responsabilidade de portar valores e princípios.
O evento acontece no contexto do Ano da Fé e do Sínodo dos Bispos, concluído no dia 28 de outubro.
"O doente deve redescobrir a fé neste momento muito delicado da sua vida. Tantas vezes os doentes que chegam nos hospitais estão distantes de Deus, da Igreja, de Cristo. O momento do sofrimento é um momento para repensar. Assim, os capelães, os médicos, os enfermeiros devem ajudar a abrir o coração dos doentes rumo ao céu! O Santo Padre, o Papa Bento XVI, no Dia Mundial dos Doentes, este ano, falou dos sacramentos como remédios para a cura, referindo-se à penitência, à unção dos enfermos e à Eucaristia celebrada nos hospitais quase todos os dias", afirma Dom Zygmunt Zimowski, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde.
Outro evento relacionado à medicina se aproxima em Roma. Trata-se do Congresso Internacional para médicos católicos que acontecerá de 15 a 18 de novembro.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Papa celebra solenidade de Cristo Rei com novos Cardeais
Da Redação, com Boletim da Santa Sé
No domingo, 25, Solenidade do Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, o Papa Bento XVI presidirá a Santa Missa, às 9h30, na Basílica São Pedro. A Missa será concelebrada com os seis novos cardeais que serão criados pelo Santo Padre no sábado, 24.
No mês passado, Bento XVI anunciou um novo Consistório para a criação desses seis novos Cardeais. A solenidade será na Basílica de São Pedro, no Vaticano, às 11h. Na ocasião, o Santo Padre fará a imposição do barrete, concederá o anel e a atribuição do título ou Diaconia.
As visitas de cortesia aos novos Cardeais serão no sábado, 24, das 16h30 às 18h30, em lugares que ainda serão definidos.
Ao anunciar o Consistório, o Papa destacou que "os Cardeais têm a tarefa de ajudar o Sucessor de Pedro no desenvolvimento do seu Ministério de confirmar os irmãos na fé e de ser princípio e fundamento da unidade e da comunhão da Igreja".
No domingo, 25, Solenidade do Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, o Papa Bento XVI presidirá a Santa Missa, às 9h30, na Basílica São Pedro. A Missa será concelebrada com os seis novos cardeais que serão criados pelo Santo Padre no sábado, 24.
No mês passado, Bento XVI anunciou um novo Consistório para a criação desses seis novos Cardeais. A solenidade será na Basílica de São Pedro, no Vaticano, às 11h. Na ocasião, o Santo Padre fará a imposição do barrete, concederá o anel e a atribuição do título ou Diaconia.
As visitas de cortesia aos novos Cardeais serão no sábado, 24, das 16h30 às 18h30, em lugares que ainda serão definidos.
Ao anunciar o Consistório, o Papa destacou que "os Cardeais têm a tarefa de ajudar o Sucessor de Pedro no desenvolvimento do seu Ministério de confirmar os irmãos na fé e de ser princípio e fundamento da unidade e da comunhão da Igreja".
domingo, 18 de novembro de 2012
Qual o papel do leigo na Igreja? Bispo explica
Jéssica Marçal
Enviada especial a Aparecida
Muito se discute sobre como a Igreja pode ajudar a solucionar problemas do mundo atual. Mas em várias questões, como em casos polêmicos de aborto ou eutanásia, os leigos também têm um forte papel a ser desempenhado. Nesta quarta-feira, 25, a Comissão para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou, durante a 50ª Assembleia Geral dos bispos, os trabalhos que vem sendo desenvolvidos para estimular cada vez mais a atuação desses fiéis na Igreja.
Para o presidente dessa Comissão, Dom Severino Clasen, bispo de Araçuaí (MG), os leigos são evangelizados e, ao mesmo tempo, evangelizadores. Ele informou que a Comissão vem trabalhando para ajudar os leigos a, cada vez mais, serem evangelizadores, poderem anunciar o Evangelho, e não só recebê-lo.
“Fazer com que esses leigos que atuam na sociedade atuem do jeito como aprendem dentro da Igreja. Que haja uma extensão, uma coerência de vida. Que não fique dentro da Igreja uma postura e fora da Igreja outra. A Comissão vai estar muito atenta para criar canais desta mudança, desta conversão junto dos leigos”, explicou.
Sobre a atual participação dos leigos nos assuntos relacionados à Igreja, Dom Clasen disse que ainda há muito a ser feito. Ele acredita que há muitos problemas na sociedade de hoje e que os leigos precisam ser mais atuantes.
O bispo de Araçuari explicou que há muitos leigos bem preparados, que estudam Teologia, a Bíblia e fazem cursos de preparação. Nesse sentido, o grande desafio é aproveitar essas pessoas bem atuantes para estimular as demais.
“Fazer com que esse volume de leigos preparados também atuem nas camadas onde quer que estejam. Por exemplo, o leigo que é político. Que ele convença o político para que seja correto, ético e defenda a população e não a preocupação de ser reeleito na eleição seguinte. Essa questão tem que ser mais digerida, assumida e assimilada na sociedade”, enfatizou.
Atuação à luz do Vaticano II
O Concílio Vaticano II pode ser muito valioso para auxiliar os leigos a exercerem um papel mais atuante. Segundo Dom Clasen, estes documentos estão à frente. Ele exemplificou com duas correntes de documentos que se tem hoje: o Apostolicam Actuositatem, que se refere ao apostulado dos leigos no mundo de hoje, e o Lumen Gentium, luz para os povos.
“Eles (os documentos) nos dão o caráter e a necessidade de nós fazermos com que o leigo não seja “bipolar”, que uma hora ele é correto e em outra não tem nada a ver com a verdade e justiça. Ele (o leigo) tem que ter uma postura de vida e esses documentos nos colocam isso. Como atuar e ser luz de esperança na família, no trabalho, na Igreja”.
Questões polêmicas
Os leigos podem ter ainda uma função muito importante no trabalho de conscientização, em especial no que diz respeito a temas polêmicos como aborto e eutanásia. Para o arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, a participação dos leigos nesses diálogos é fundamental.
“Os católicos, leigos e leigas, são chamados sim a exercer sua cidadania dentro da sua área de competência. É muito importante, por exemplo, que juristas, pedagogos, médicos e outros especialistas estejam ali nas discussões levando suas contribuições e, sobretudo, uma visão de pessoa que não é baseada apenas nos mandamentos, na lei de Deus ou da Igreja, mas numa lei chamada lei natural que é acessível à própria racionalidade e que a boa ciência ajuda a consolidar. Então quanto mais nós estivermos presentes nesses ambientes de discussão, tanto melhor”, ressaltou.
Enviada especial a Aparecida
Muito se discute sobre como a Igreja pode ajudar a solucionar problemas do mundo atual. Mas em várias questões, como em casos polêmicos de aborto ou eutanásia, os leigos também têm um forte papel a ser desempenhado. Nesta quarta-feira, 25, a Comissão para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou, durante a 50ª Assembleia Geral dos bispos, os trabalhos que vem sendo desenvolvidos para estimular cada vez mais a atuação desses fiéis na Igreja.
Para o presidente dessa Comissão, Dom Severino Clasen, bispo de Araçuaí (MG), os leigos são evangelizados e, ao mesmo tempo, evangelizadores. Ele informou que a Comissão vem trabalhando para ajudar os leigos a, cada vez mais, serem evangelizadores, poderem anunciar o Evangelho, e não só recebê-lo.
“Fazer com que esses leigos que atuam na sociedade atuem do jeito como aprendem dentro da Igreja. Que haja uma extensão, uma coerência de vida. Que não fique dentro da Igreja uma postura e fora da Igreja outra. A Comissão vai estar muito atenta para criar canais desta mudança, desta conversão junto dos leigos”, explicou.
Sobre a atual participação dos leigos nos assuntos relacionados à Igreja, Dom Clasen disse que ainda há muito a ser feito. Ele acredita que há muitos problemas na sociedade de hoje e que os leigos precisam ser mais atuantes.
O bispo de Araçuari explicou que há muitos leigos bem preparados, que estudam Teologia, a Bíblia e fazem cursos de preparação. Nesse sentido, o grande desafio é aproveitar essas pessoas bem atuantes para estimular as demais.
“Fazer com que esse volume de leigos preparados também atuem nas camadas onde quer que estejam. Por exemplo, o leigo que é político. Que ele convença o político para que seja correto, ético e defenda a população e não a preocupação de ser reeleito na eleição seguinte. Essa questão tem que ser mais digerida, assumida e assimilada na sociedade”, enfatizou.
Atuação à luz do Vaticano II
O Concílio Vaticano II pode ser muito valioso para auxiliar os leigos a exercerem um papel mais atuante. Segundo Dom Clasen, estes documentos estão à frente. Ele exemplificou com duas correntes de documentos que se tem hoje: o Apostolicam Actuositatem, que se refere ao apostulado dos leigos no mundo de hoje, e o Lumen Gentium, luz para os povos.
“Eles (os documentos) nos dão o caráter e a necessidade de nós fazermos com que o leigo não seja “bipolar”, que uma hora ele é correto e em outra não tem nada a ver com a verdade e justiça. Ele (o leigo) tem que ter uma postura de vida e esses documentos nos colocam isso. Como atuar e ser luz de esperança na família, no trabalho, na Igreja”.
Questões polêmicas
Os leigos podem ter ainda uma função muito importante no trabalho de conscientização, em especial no que diz respeito a temas polêmicos como aborto e eutanásia. Para o arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, a participação dos leigos nesses diálogos é fundamental.
“Os católicos, leigos e leigas, são chamados sim a exercer sua cidadania dentro da sua área de competência. É muito importante, por exemplo, que juristas, pedagogos, médicos e outros especialistas estejam ali nas discussões levando suas contribuições e, sobretudo, uma visão de pessoa que não é baseada apenas nos mandamentos, na lei de Deus ou da Igreja, mas numa lei chamada lei natural que é acessível à própria racionalidade e que a boa ciência ajuda a consolidar. Então quanto mais nós estivermos presentes nesses ambientes de discussão, tanto melhor”, ressaltou.
sábado, 17 de novembro de 2012
“Quem acolhe os idosos acolhe a vida”, destaca Papa
Jéssica Marçal
Da Redação
O Papa Bento XVI visitou na manhã desta segunda-feira, 12, a Casa-Família "Viva os Idosos", da Comunidade de Santo Egídio, em Roma. Falando sobre a realidade dos idosos hoje, o Santo Padre destacou que a qualidade de uma sociedade é pautada também pela forma como os idosos são tratados. Ele enfatizou que “quem abre espaço para os idosos abre espaço à vida! Quem acolhe os anciãos acolhe a vida”.
Durante a visita, Bento XVI se uniu aos idosos da Casa-Família, dizendo que ele foi ao local como Bispo de Roma e também como “ancião em visita aos seus pares”. O Papa reconheceu as dificuldades pelas quais passam os idosos, mas afirmou com convicção que é bonito ser idoso.
“Recebemos o dom de uma vida longa. Viver é belo também na nossa idade, apesar de alguma ‘doença’ ou de alguma limitação. Na nossa face há sempre a alegria de sentir-nos amados por Deus, nunca a tristeza”.
O Pontífice afirmou que, na Bíblia, a longevidade é considerada um dom de Deus e que hoje esta benção se espalhou e deve ser vista como um dom que deve ser apreciado e valorizado. Ele lembrou que a atual lógica da eficiência e do lucro acaba rejeitando os idosos, considerando-os inúteis, mas, na verdade, a velhice não tira a dignidade da pessoa.
“Quando a vida se torna frágil, nos anos da velhice, não perde o seu valor e a sua dignidade: cada um de nós, em qualquer etapa da existência, é querido, é amado por Deus, cada um é importante e necessário (cfr Homilia pelo início do Ministério Petrino, 24 de abril de 2005)”.
Bento XVI também enfatizou que não pode existir um verdadeiro crescimento humano sem esse contato com os idosos, que são portadores de uma grande riqueza: a sabedoria de vida. “sua própria existência (a dos idosos) é como um livro aberto no qual as jovens gerações podem encontrar preciosas orientações para o caminho da vida”.
O Papa encerrou seu discurso encorajando os idosos para que eles nunca desanimem, mesmo quando os dias parecem longos e vazios, sem muitas atividades. “Vocês são uma riqueza para a sociedade, também no sofrimento e na doença. E esta fase da vida é um dom também para aprofundar a relação com Deus”.
Ele pediu que os idosos rezem pela Igreja, por ele, pelas necessidades do mundo, pelos pobres, pelo fim da violência. "A oração dos idosos pode proteger o mundo, ajudando-o, talvez, de modo mais incisivo que a labuta de muitos".
Da Redação
O Papa Bento XVI visitou na manhã desta segunda-feira, 12, a Casa-Família "Viva os Idosos", da Comunidade de Santo Egídio, em Roma. Falando sobre a realidade dos idosos hoje, o Santo Padre destacou que a qualidade de uma sociedade é pautada também pela forma como os idosos são tratados. Ele enfatizou que “quem abre espaço para os idosos abre espaço à vida! Quem acolhe os anciãos acolhe a vida”.
Durante a visita, Bento XVI se uniu aos idosos da Casa-Família, dizendo que ele foi ao local como Bispo de Roma e também como “ancião em visita aos seus pares”. O Papa reconheceu as dificuldades pelas quais passam os idosos, mas afirmou com convicção que é bonito ser idoso.
“Recebemos o dom de uma vida longa. Viver é belo também na nossa idade, apesar de alguma ‘doença’ ou de alguma limitação. Na nossa face há sempre a alegria de sentir-nos amados por Deus, nunca a tristeza”.
“Quando a vida se torna frágil, nos anos da velhice, não perde o seu valor e a sua dignidade: cada um de nós, em qualquer etapa da existência, é querido, é amado por Deus, cada um é importante e necessário (cfr Homilia pelo início do Ministério Petrino, 24 de abril de 2005)”.
Bento XVI também enfatizou que não pode existir um verdadeiro crescimento humano sem esse contato com os idosos, que são portadores de uma grande riqueza: a sabedoria de vida. “sua própria existência (a dos idosos) é como um livro aberto no qual as jovens gerações podem encontrar preciosas orientações para o caminho da vida”.
O Papa encerrou seu discurso encorajando os idosos para que eles nunca desanimem, mesmo quando os dias parecem longos e vazios, sem muitas atividades. “Vocês são uma riqueza para a sociedade, também no sofrimento e na doença. E esta fase da vida é um dom também para aprofundar a relação com Deus”.
Ele pediu que os idosos rezem pela Igreja, por ele, pelas necessidades do mundo, pelos pobres, pelo fim da violência. "A oração dos idosos pode proteger o mundo, ajudando-o, talvez, de modo mais incisivo que a labuta de muitos".
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Deixem-se atrair pelo Cristo Redentor, diz Papa em mensagem à JMJ
Da Redação, com Rádio Vaticano
Foi divulgada nesta sexta-feira, 16, a Mensagem Papa Bento XVI para 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada no Rio de Janeiro de 23 a 28 de julho de 2013.
No texto, o Papa renova o convite aos jovens do mundo inteiro para que participem deste importante evento. “A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre aquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele!”
Dividida em oito pontos, a Mensagem ressalta que o ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos "nova evangelização para a transmissão da fé cristã". “Queridos jovens, escreve o Papa, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros”.
>Bento XVI reafirma a confiança que a Igreja deposita na juventude em todo o mundo, pedindo que os jovens coloquem seus talentos ao serviço do anúncio do Evangelho. Pedido que, para o Pontífice, assume uma importância especial os jovens da América Latina.
Citando a missão continental, que os bispos lançaram na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida em 2007, o Papa recorda que os jovens constituem a maioria da população no continente – o que representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. “Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé.”
O Papa pede que esse empenho missionário se manifeste em especial em dois âmbitos: o mundo da internet (o continente digital) e o campo da mobilidade. Quanto ao primeiro, Bento XVI exorta os jovens a apreenderem a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo. Quanto à mobilidade, o Pontífice recorda que hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas também em todos os movimentos migratórios que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de região ou país, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho.
Foi divulgada nesta sexta-feira, 16, a Mensagem Papa Bento XVI para 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada no Rio de Janeiro de 23 a 28 de julho de 2013.
No texto, o Papa renova o convite aos jovens do mundo inteiro para que participem deste importante evento. “A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre aquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele!”
>Bento XVI reafirma a confiança que a Igreja deposita na juventude em todo o mundo, pedindo que os jovens coloquem seus talentos ao serviço do anúncio do Evangelho. Pedido que, para o Pontífice, assume uma importância especial os jovens da América Latina.
Citando a missão continental, que os bispos lançaram na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida em 2007, o Papa recorda que os jovens constituem a maioria da população no continente – o que representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. “Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé.”
O Papa pede que esse empenho missionário se manifeste em especial em dois âmbitos: o mundo da internet (o continente digital) e o campo da mobilidade. Quanto ao primeiro, Bento XVI exorta os jovens a apreenderem a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo. Quanto à mobilidade, o Pontífice recorda que hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas também em todos os movimentos migratórios que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de região ou país, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho.
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